(CINE)BIOGRAFIA DE MARY SHELLEY: QUANDO A VIDA É TÃO INTERESSANTE QUANTO A LITERATURA.

Todo mundo já ouviu falar, já leu, já assistiu ao filme, conhece alguém que leu ou tem em sua lista de favoritos o livro Frankestein, de Mary Shelley.

A ideia de escrever sobre um monstro, feito de partes de outras pessoas, que ganha vida em uma noite de temporal, surgiu também em uma noite de temporal. Em 1816, um grupo de amigos (onde estava, inclusive, Lord Byron) reuniu-se para contar histórias de terror, sob o cenário perfeito: luzes de velas nos castiçais entrecortadas pela claridade dos relâmpagos que, de tempos em tempos, iluminavam as janelas e as trovoadas incitavam a imaginação do grupo. Nascia assim um dos maiores clássicos da literatura mundial.

Porém, até hoje poucos ainda sabem que essa obra foi escrita por uma mulher. Quando tentou, aos 18 anos, publicar Frankestein, Mary Godwin ouviu os mais variados tipos de recusa de editores. Se não duvidavam de sua autoria, consideravam o tema inapropriado para uma jovem do século XIX. Quando finalmente aceitaram publicar o livro, foi sob a condição de que a autora permanece anônima e que o poeta Percy Shelley, seu companheiro, escrevesse uma introdução, o que levou muitos a creditarem que ele era o autor. Apenas na segunda edição o seu nome, já como Mary Shelley, foi revelado para o mundo.

A biografia da escritora tem sido chamada, pelo The Washington Post, de “uma vida angustiante, maravilhosamente recontada”. Escrita por Miranda Seymour, fornece um retrato ponderado de um personagem complexo, muitas vezes incompreendido ( segundo crítica do jornal Los Angeles Times), tendo sido eleito o livro do ano, em 2001, pelo The New York Times. Vale lembrar que existem outras biografias, mas nenhuma foi tão bem recebida por público e crítica quanto esta.

E agora, saindo do forno, temos a cinebiografia de Mary Shelley. O filme que conta a vida da autora é dirigido por Haifaa Al-Mansour, e este é o primeiro trabalho dela em um longa-metragem. É um grande drama e possivelmente, pelo menos é o que ouvimos falar, deixará você bastante melancólico no final. Sabemos que Mary Shelley passou por dramas terríveis e que ela usou toda essa dor para criar uma história que repercutirá por muito tempo. O longa permite vislumbrar algumas dificuldades que ela enfrentou por ser uma mulher querendo publicar no final do século XIX e por escrever sobre um assunto extremamente delicado para os padrões morais e éticos da época, mas, mesmo assim, revolucionou a literatura. Frankestein é tido como o primeiro livro de ficção científica.

Confira no vídeo abaixo o trailer de Mary Shelley (2018).

O longa teve estreia nos EUA em 28 de maio de 2018 e, infelizmente, ainda não há previsão de lançamento aqui no Brasil, mas estamos cruzando os dedos para que estreie logo.

Além da cinebiografia de Mary Shelley, a Livreria tem um post sobre outras cinebiografias de escritores. Confira a lista no link

Por Equipe Livreria.

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