CINCO LIVROS SOBRE SUICÍDIO E DEPRESSÃO PARA VOCÊ LER E REFLETIR.

No último dia 18 de maio, a Netflix lançou a segunda temporada de 13 Reasons Why. A primeira temporada foi um enorme sucesso com seu tema central, o suicídio, e as 13 razões que levaram a protagonista, Hannah Baker, cometer esse ato.

Esse assunto, suicídio, não é novo e será um assunto sempre atual. Para quem não sabe, 13 Reasons why ou Os 13 porquês, é um livro do escritor Jay Asher(no Brasil, lançado pela Editora Ática), lançado em 2007 e que alcançou o primeiro lugar no New York Times best-seller, em julho de 2011.

Segundo a ONU, mais de 800 mil pessoas morreram por suicídio no mundo desde 2012. Essa é a principal causa de morte entre jovens com idade entre 15 e 29 anos. Para tentar reduzir esse índice, a OPAS/OMS (Organização Mundial da Saúde) reconheceu o suicídio e as tentativas como prioridade na agenda global de saúde e incentivou países a reforçarem suas ações de prevenção, começando pela medida de falar sobre o assunto.

Um movimento que vem colorindo os prédios públicos e levando personalidades a colocarem o suicídio em discussão, é o Setembro Amarelo, um modo de reverter esse cenário e incentivar as pessoas a procurarem ajuda.

Assim como o romance de Jay Asher, outros livros abordam esse assunto com a delicadeza que ele merece, outros nem tanto. Ainda considerado um tabu, muitas vezes acaba dando ainda mais gás para escritores dissertá-lo.

Pensando nisso, a Livreria fez uma pequena lista com cinco livros que tem o suicídio e a depressão como tema principal.

As virgens suicidas, de Jeffrey Eugenides (1993) – Editora Companhia das Letras.

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Ambientado nos anos 1970, o clássico instantâneo tem como tema pricipal a história de cinco irmãs adolescentes que se matam em sequência e sem motivo aceitável. A tragédia ocorre dentro de uma família que, apresar da revolução sexual da época, ainda vive sob rígidas restrições morais e religiosas. A trama é contada do ponto de vista dos garotos da vizinhança. Em 1999, a história foi adaptada para o cinema pela diretora e roteirista Sofia Coppola.

A redoma de vidro, de Sylvia Plath (1963) – Editora Biblioteca Azul.

A redoma de virdro

A obra da poetisa Sylvia Plath é quase autobiográfica. Ela coloca muito de si na personagem principal, Ester Greenwood, que é uma jovem universitária com intensa vida social e que trabalha na redação de uma revista feminina. Inspirada no verão de 1952, quando Plath tentou suicídio, a obra mostra a jovem personagem ir parar em uma clinica psiquiátrica. A autora apresenta ao leitor a visão critica de quem sofre de depressão e já tentou suicídio. Se espelhando em Esther, Sylvia constrói uma narrativa singular que vai além da doença mental. Infelizmente, a autora se suicidou semanas após a publicação do livro.

Uma história meio que engraçada, de Ned Vizzini (2007) – Editora Leya.

Uma história meio que engraçada

Sim, a história é um pouco engraçada, você vai rir de muitas situações. Mas a verdade é que trata de suicídio, depressão e mostra outras doenças mentais. Craig Gilner é um adolescente que parece ter a vida ganha: estuda em um colégio de prestigio e está prestes a prestar um exame de admissão para entrar na faculdade. O problema é que Craig começa a se sentir pressionado por todos os lados e entra em crise. Diagnosticado com depressão, ele tenta se suicidar, mas decide ligar para o Centro de Prevenção de Suicídio. Ele então é internado na ala de psiquiatria para adultos de um hospital pelo período de uma semana. O livro mostra as experiências do rapaz e as pessoas que conheceu. Em 2010 a obra foi adaptada para o cinema com o nome de “Se enlouquecer, não se apaixone”.

Os sofrimentos do jovem Werther, de Johan Wolfgang Von Goethe (1774) – Editora Martin Claret.

Os sofrimento do jovem Werther

O suposto Werther envia, por um longo período, cartas ao narrador que, em notas de rodapé,  afirma que nomes e lugares foram trocados – embora a obra tenha tom autobiográfico.

Werther é marcasdo por uma paixão profunda, tempestuosa e desditosa. Werther é correspondido no amor, porém sofre com a impossibilidade de consumá-lo, pois o objeto do seu amor, a jovem Charlotte, fora prometida a outro homem. Por não conseguir esquece-la, o jovem acaba se suicidando.

O romance é escrito em terceira pessoa e com poucos personagens. Após a sua primeira publicação, em 1774, teria ocorrido na Europa, uma onda de suicídios, atribuída à influencia do personagem de Goethe que foi chamada de “efeito Werther”, fazendo com que o livro fosse banido de diversos países.

O último adeus, de Cynthia Hand (2016) – Editora Darkside.

O último adeus

Cynthia Hand demosntra todo o seu talento numa história sobre perda, culpa e superação. “O último adeus é narrado em primeira pessoa por Lex, uma garota de 18 anos que começa a escrever um diário a pedido do seu terapeuta, como forma de conseguir expressar seus sentimentos retraídos. Há apenas sete semanas, Tyler, seu irmão mais novo, cometeu suicídio, e ela não consegue mais se lembrar de como é se sentir feliz.

O último adeus é sobre o que vem depois da morte, quando todo mundo parece estar seguindo adiante com sua própria vida, menos você. Lex busca uma forma de lidar com seus sentimentos e tem apenas nós, leitores, como amigos e confidentes.

Um tema como esse pode e deve ser abordado sempre, seja numa roda de amigos, numa sala de aula, numa palestra ou em livros. Precisamos ajudar aqueles que estão passando por momentos delicados.

Por Equipe Livreria.

 

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