O QUE É UM GHOSTWRITER???

Você já ouviu falar em GHOSTWRITER?
Ghost Writer (escritor fantasma) é o nome dado à pessoa que, tendo escrito uma obra ou texto, não recebe os créditos de autoria, que passa a ser atribuída a quem o contratou ou comprou o seu trabalho.
O ghostwriter trabalha silenciosamente, recebe sua remuneração profissional e depois desaparece para sempre (por isso é chamado de fantasma); não podendo revelar a sua participação naquela obra. Assim, ninguém, absolutamente ninguém (pelo menos em tese), fica sabendo que o serviço de ghostwriter foi utilizado.
Algumas editoras disponibilizam esse tipo de autoria oculta como incentivo para a publicação de novas obras ou, noutras, o escritor se oferece para dar corpo a um livro quando percebe que há uma boa história. A grande mina para o trabalho de um ghostwriter são as biografias, mas nado o impede de trabalhar com ferramentas de ficção, escrevendo romances, por exemplo.
Em lugares como o Canadá, o serviço de escritor fantasma é reconhecido e apoiado por entidades como The Writers’ Union of Canada, o Sindicato de Escritores do Canadá. Já nos Estados Unidos, existe uma variação para os escritores de discursos, que são chamados de speechwriters (escritores de discurso). Entre eles, um dos mais conhecidos foi Ted Sorensen, que foi assessor do Presidente Kennedy, e autor da famosa frase do discurso de posse, no qual dizia “Não pergunte o que seu país pode fazer por você, mas o que você pode fazer pelo seu país”. A Winston Churchill é atribuída a crítica de seu adversário, Clemente Attlee, dizendo que ele “Era um político tão medíocre que escrevia os próprios discursos”.
E sabe quem se serviu de um ghostwriter? George Lucas contratou Alan Dean Foster para escrever a versão em livro de Star Wars.
Aqui no Brasil, também temos alguns casos conhecidos de livros que foram escritos por ghostwriters: Chalaça (Francisco Gomes da Silva, político e confidente de D. Pedro I) foi escritor fantasma de D. Pedro I, e a ex-garota de programa Bruna Surfistinha usou a escrita de Jorge Tarquini para formação de “O Doce Veneno do Escorpião – O Diário de uma Garota de Programa”.
Os ghostwriter também já inspiraram algumas histórias. No livro Budapeste, de Chico Buarque, que conta as histórias de José Costa, um ghostwriter especialista em escrever cartas, artigos e livros para terceiros; e o Fantasma, de Robert Harris, com adaptação para o cinema dirigida por Roman Polanski, no filme O Escritor Fantasma. Há rumores que o mestre do terror, Stephen King, também teria feito uso de alguns ghostwriters para escrever suas obras, mas nada foi provado.
Já na política, o uso de escritores-fantasma é comum, na escrita de seus discursos. A frase de escritor-fantasma do presidente brasileiro Juscelino Kubitschek, Autran Dourado, é famosa: “Eu era apenas a mão que escrevia”.
Mas quem contrata um ghostwriter tem que estar bem atento ao que ele está escrevendo. No caso de um discurso, e em todos os outros, é importantíssimo que o contratante participe, mesmo que o mínimo, da construção do texto. Assim haverá uma coerência com o que foi escrito. Certa vez, um político mineiro, sem efetuar uma pré-leitura do texto feito pelo “fantasma”, leu a frase “de Minas, quiçá do Brasil” como “Minas, cuíca do Brasil”, gerando grande constrangimento e sendo motivo de piada.
Hoje em dia é muito fácil conseguir contratar um ghostwriter. Existem sites onde você explica o que precisa e os profissionais entram em contato lhe oferecendo seus serviços. Fica a cargo do cliente escolher o que melhor se encaixar em suas necessidades, como escrever artigos, conteúdos para mídias sociais, conteúdo web, projetos de redação e muitos outros.
Aposto que, de agora em diante, você nunca mais irá ler um livro sem ficar se perguntando “quem será que realmente escreveu isso?”. Por trás do nome na capa, pode haver outro escritor ou escritora, escondido, em silêncio, invisível, secreto. Como um fantasma de sua própria escrita.

Por Equipe Livreria.

 

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